quarta-feira, 13 de novembro de 2013


Tendências evolutivas das sociedades contemporâneas e ao modo como interpelam a Educação e os Sistemas Educativos.

 

Os sistemas educativos confrontam-se, hoje, com uma complexidade de problemas originados pelo processo de evolução e transformação das politicas sociais, económicas, culturais e financeiras, bem como com a dificuldade de conceber soluções em contextos de incerteza permanente.

Segundo a Lei nº46/86, lei de Bases do Sistema Educativo Português (LBSEP) o sistema educativo responde às necessidades resultantes da realidade social, contribuindo para o desenvolvimento pleno e harmonioso da personalidade dos indivíduos, incentivando a formação de cidadãos livres, responsáveis, autónomos e solidários, valorizando a dimensão humana do trabalho.

No entender de  Ramos (2007), o sistema educativo deve organizar-se de modo a poder educar os cidadãos, de acordo com as suas características socioeconómicas e culturais, concedendo-lhes um ensino universal proporcionando-lhes, ao mesmo tempo a igualdade de oportunidades  preparando os cidadãos para a constante mutação na inovação/evolução, do progresso tecnológico, fruto da globalização de modo a  fazer face a esse processo de mudança.

Também  Delors (2005) acentua que “O sistema educativo tem, por missão explícita ou implícita, preparar cada cidadão para este papel social” .

A escola debate-se pois com várias questões relacionadas com as mutações sociais, científicas e tecnológicas que ocorrem a uma velocidade vertiginosa e às quais tem de dar resposta. Todavia essa resposta é condicionada pela adaptação psicossocial dos seus intervenientes devido às suas relações interpessoais que desenvolvem e demonstram atitudes e competências de vária ordem, tais como: os problemas do abandono e insucesso escolar.

Nesta altura de crise em que se vive, também já não fazsentido pedir aos sistemas educativos que formem mão-de-obra para empregos industriais estáveis. Trata-se, sim, de formar cidadãos para a inovação, pessoas capazes de evoluir, de se adaptar a um mundo em rápida mudança e capazes de dominar essas transformações.

A sociedade da informação e a sociedade da aprendizagem estão baseadas numa nova cultura da aprendizagem em que “não é só que o que ontem devia ser aprendido, hoje não o seja, que o que ontem era culturalmente relevante, hoje o seja menos. Não só muda culturalmente o que se aprende como também a forma como se aprende” (POZO, 2002, p.26, citado Ferreira e Souza, 2010)

 

 


Referências Bibliográficas

Dávila Calle, Guillermo Antonio & Da Silva, Edna Lucia, 2008, Inovação no contexto da sociedade do conhecimento, Revista TEXTOS de la CiberSociedad, 8. Temática Variada. Disponible en http://www.cibersociedad.net

DELORS, J. (Coord.) (2005). Educação: um tesouro a descobrir. Relatório para a UNESCO da Comissão Internacional sobre Educação para o século XXI (9.ª Edição). Porto: Edições Asa.

Ferreira, Amanda de Oliveira & Souza,  Maycon Jefferson José (2010),  A redefinição do papel da escola e do professor na sociedade atual,  VÉRTICES, Campos dos Goytacazes/ RJ, v.12, n.3, p.165-175, set./dez. disponível em https://www.google.pt/#q=A+redefini%C3%A7%C3%A3o+do+papel+da+escola+e+do+professor+na+sociedade+atual

RAMOS, C. (2007). Aspectos contextuais dos Sistemas Educativos. Lisboa: Universidade Aberta.

RAMOS, C. (2001). "Tendências evolutivas das sociedades contemporâneas", in Os processos de autonomia e descentralização à luz das teorias de regulação social: o caso das políticas públicas de Educação em Portugal (Tese de Doutoramento). Monte de Caparica: FCT/UNL.